Intendendo Melhor o Desdobramento parte l.
Olá pobre alma,
gostaria de pedir descupa pela demora, em postar, mais eu estou
literalmente sem tempo, essa semana toda eu dormi 12 horas, enfim como a
galera gostou muito do post sobre desdobramento, axei legal colocar um
"pouco" mais a respeito....
Projeção da
consciência, experiência fora-do-corpo (EFC), experiência extracorporal,
desdobramento, projeção astral ou viagem astral são termos usados
alternativamente para designar as experiências fora-do-corpo (do inglês,
out-of-body experience – OBE ou OOBE
Aqui vamos nos basear na obra "Doutrina Espírita no tempo e no Espaço" de A . Merci Spada Borges e as obras de Alln Kardec.
"Desdobramento é o ato ou efeito de desdobrar. Fenômeno mediúnico
que consiste no afastamento do espírito enquanto o corpo físico
permanece em descanso, embora ligado àquele pelo cordão fluídico.
Durante o tempo em que dura o desdobramento, o espírito pode visitar
outros locais, na Terra ou no espaço, pessoas afins, participar de
estudos ou trabalho orientado por espíritos superiores. O desdobramento
pode também ocorrer "naturalmente fora da ação protetora dos instrutores
invisíveis". Trata-se de desdobramento espontâneo. Nesse caso, pode
acarretar dificuldades para o espírito do médium, que poderá imiscuir-se
em regiões inferiores. Entretanto, em qualquer desconforto ou perigo, o
espírito retorna de imediato para o corpo. Ele pode ocorrer de forma
consciente ou inconsciente.
O desdobramento pode também ocorrer de uma forma
semi-inconsciente. Nesse caso, o médium guarda uma lembrança velada do
ocorrido durante suas incursões astrais.
Para Allan Kardec, o desdobramento nada mais é que o estado sonambúlico.
Desdobramento consciente – O desdobramento é consciente quando,
ao retornar ao corpo, o médium conserva a lembrança dos fatos, dos
locais visitados e das atividades realizadas, bem como das emoções
vividas.
A médium Yvonne A Pereira faz a seguinte descrição: "Pressenti
que almo (adorável) fantasma(...) chamava-me para algo importante... O
envoltório carnal se me enrigecia... Procurei, então, o leito e adormeci
sob forte injunção do sono magnético... Desperto em seguida, mas em
corpo espiritual, entrando em luta para me desapegar do fardo carnal, ao
qual me sentia vinculada por invencíveis cadeias...
Desapego-me parcialmente, depois de luta mortificante, dolorosa!"
Nem sempre o desdobramento causa desconforto ao corpo físico.
O médium Waldo Vieira narra várias experiências por ele vividas
durante o desdobramento consciente: "A minha consciência permanecia num
grau absoluto de lucidez junto ao corpo físico. O corpo denso estava
deitado do lado direito, na beirada esquerda da cama. Apareceu pálida
luz amarelada que iluminou tudo como se acima de um par de olhos
interiores, no meu íntimo, fossem descerradas imensas pálpebras de
súbito. Percebi claramente que conservava apenas a parte superior da
forma do corpo, ou seja, a cabeça, os braços e as mãos extrafísicas
compostas à beira do leito, junto aos meus pés físicos estendidos. Não
tinha o restante da aparência antropomórfica ou do formato humanóide
constituído.
Impressionante a sensação de me sentir como criação incorpórea,
simples fumaça recheada de vontade e pensamentos, qual imensa ameba
inteligente das histórias de ficção científica, com muito mais vida e
raciocínio que no corpo da carne. Vieram as imagens, à minha memória, do
barco ancorado, do avião amarrado resguardando-se da ventania e dos
espíritos semimaterializados nas sessões de efeitos físicos. Ao bater
minhas mãos, vi as palmas brancas como se estivessem de dia sob suave
luz solar. Com a forma parcial do psicossoma composto, senti a
superfície do carpete, milacron amarelo-ouro, do quarto. Ao alisar o
carpete com as palmas para inspeciona-lo, lembrei-me do piso subjacente
e, no mesmo instante, foi possível observar os tacos do piso sob o
milacron. Após encostar as palmas nos tacos e passar as mãos atritando
sobre eles, vi a luz proveniente de todo o ambiente, sobre os pedaços de
madeira unidos uns aos outros. Pensava em inspecionar mais as
instalações físicas do quarto, quando me nasceu aquele desconforto
global indefinível e ainda me foi possível cogitar que estava junto
demais do corpo denso, dentro do perímetro de atuação totipotente do
cordão fluídico, essa variação do cordão umbilical até quatro metros de
distância do físico, com o psicossoma apenas parcialmente exteriorizado
no pisco, e com o desconforto admonitório muito forte, era melhor entrar
pelo físico adentro. Elaborei esta série de considerações mentais, em
décimos de segundos, e acordei incontinenti seguindo a consciência,
serenamente sem nenhum hiato. Penso que, junto ao físico, as ações
mentais no psicossoma dão a impressão de ser ainda mais relampagueantes.
A formação parcial do psicossoma próximo ao físico se deveu ao breve
período ainda inicial da projeção e à pouca exteriorização de energia
mental na ocasião. Onde se situa essa sensação de desconforto dentro
desse nevoeiro vivo.
Desdobramento inconsciente – O desdobramento inconsciente
ocorre, embora o médium não guarda lembrança, durante as incursões no
plano espiritual. Pode restar algumas lembranças, como se fosse um
sonho.
O livro "Projeção do corpo astral" de Sylvan J. Muldoon relata: "Minhas
primeiras experiências fora do corpo ocorreram quanto tinha doze anos.
Era tão jovem e tão imaturo que não me dava conta de sua importância. As
coisas aconteciam mais ou menos involuntariamente, e se repetiam com
freqüência , até que fiquei tão acostumado a elas que, na verdade, cedo
deixei de as considerar como algo extraordinário e algumas vezes as
relatei a membros de minha própria família, sem cuidar de seu registro,
muito embora várias pessoas interessadas mo tivessem aconselhado."
O livro dos espíritos no capítulo VIII – "Emancipação da Alma" nos fala: "O
sonho liberta, em parte, a alma do corpo. Quando se dorme, se está,
momentaneamente, no estado em que o homem se encontra, de maneira fixa,
depois da morte. Espíritos que se desligam logo da matéria, em sua morte
tiveram sonhos inteligentes; estes quando dormem reúnem-se à sociedade
de outros seres superiores a eles. Com eles, viajam, conversam e se
instruem trabalhando mesmo em obras que encontram prontas quanto morrem.
Isso deve vos ensinar, uma vez mais, a não temer a morte, pois que
morreis todos os dias, segundo a palavra de um santo. Isto para os
Espíritos elevados. Todavia, a massa dos homens que, na morte, deve
ficar longas horas em perturbação, nessa incerteza da qual vos falaram,
esses vão, seja para mundos inferiores à Terra onde velhas afeições os
evocam, seja a procurar os prazeres que podem ser mais inferiores que
aqueles que têm aí. Eles vão haurir doutrinas ainda mais vis, mais
ignóbeis, mais nocivas que as que professam em vosso meio. O que gera a
simpatia sobre a Terra não é outra coisa que o fato de sentirem-se ao
despertar, ligados pelo coração àqueles com quem vieram de passar oito
ou nove horas de felicidade ou de prazer. Isso explica também as
antipatias invencíveis, pois sabem no fundo do seu coração que essas
pessoas de lá têm uma consciência diversa da nossa e a conhecem sem as
ter visto jamais com os olhos. Explica, ainda, a indiferença, visto que
não se deseja fazer novos amigos quando a gente sabe que existem outras
pessoas que nos amam e nos querem. Em uma palavra, o sono influi mais do
que pensais sobre vossa vida."
Kardec em "O livro dos Médiuns" nos dá belos exemplos de
bicorporeidade que é um fenômeno parecido com o desdobramento. Vejamos
este belíssimo exemplo ocorrido com Santo Antônio de Pádua: "Santo
Antônio de Pádua estava pregando na Itália, quando seu pai, em Lisboa,
ia ser supliciado, sob a acusação de haver cometido um assassínio. No
momento da execução, Santo Antônio aparece e demonstra a inocência do
acusado. Comprovou-se que, naquele instante, Santo Antônio pregava na
Itália, na cidade de Pádua.
Por nós evocado e interrogado, acerca do fato acima, Santo Afonso respondeu do seguinte modo:
1o.Poderias explicar-nos este fenômeno? – Perfeitamente. Quando o
homem, por suas virtudes, chegou a desmaterializar-se completamente;
quando conseguiu elevar sua alma para Deus, pode aparecer em dois
lugares ao mesmo tempo. Eis como: o Espírito encarnado, ao sentir que
lhe vem o sono, pode pedir a Deus lhe seja permitido transportar-se a um
lugar qualquer. Seu Espírito, ou sua alma, como quiseres, abandona
então o corpo, acompanhado de uma parte do seu perispírito, e deixa a
matéria imunda num estado próximo do da morte. Digo próximo do da morte,
porque no corpo ficou um laço que liga o perispírito e a alma à
matéria, laço este que não pode ser definido. O corpo aparece, então, no
lugar desejado. Creio ser isto o que queres saber.
3.Será indispensável o sono do corpo, para que o Espírito
apareça noutros lugares? A alma pode dividir-se, quando se sinta atraída
para lugar diferente daquele onde se acha seu corpo. Pode acontecer que
o corpo não se ache adormecido, se bem seja isto muito raro; mas, em
todo caso, não se encontrará num estado perfeitamente normal; será
sempre um estado mais ou menos extático.
Nota: A alma não se divide, no sentido literal do termo:
irradia-se para diversos lados e pode assim manisfestar-se em muitos
pontos, sem se haver fracionado. Dá-se o que se dá com a luz, que pode
refletir-se simultaneamente em muitos espelhos.
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